A Garota que Comeu a Morte Japonesa

Tradução: Apollo

Revisão: Edge


Volume Único – Primeira Parte

Capítulo 11: Dizem que a Bebida do Demônio é Mortalmente Deliciosa

Enquanto um grande evento de boas-vindas à Sua Excelência Darvit, o próximo Marechal-de-Campo, estava sendo realizado na sala VIP do Castelo de Bertha, Shera, junto de seus cavaleiros, estava atendendo a um dever de extrema importância atribuído em nome dos emissários mais altos de Bertha – O pico da ruína, a bandeira do Terceiro Exército que convidava a completa derrota para o Reino. Todos elas seriam descartadas e substituídas pela gloriosa bandeira do Quarto Exército… era uma ordem suprema.

Em termos mais simples, era um tipo de assédio do Quarto Exército para Shera. De acordo com o estimado oficial, ‘vocês estão aptos para esses tipos de trabalhinhos’. Esse tipo de tratamento era aplicado não apenas em Shera, mas também em todas as outras pessoas.

Não havia como a mistura dos soldados que vinham da área norte e os soldados que haviam defendido Bertha e Antigua ser bem-sucedida. Eles se odiavam mutuamente, e os combates irromperam em muitos lugares, por mais inútil que fosse falar de disputas. Assim, mesmo quando desatavam as bandeiras desnecessárias, vaias e insultos podiam ser ouvidos nas proximidades. Vendo as bandeiras do Terceiro Exército empilhadas como uma montanha, Vander se queixou.

— … Eu devia ter sido um Artsão, um tecelão de bandeira? Eu com certeza estou dobrando bandeiras.

Ele tirou a bandeira da haste e então substituiu pela nova. Ele estava tão cansado disso que poderia desmaiar.

— Mova suas mãos, não sua boca. Ainda há algumas centenas, como você pode ver.

— Sim… Aproximadamente mil, não é?

— Ahh, estou com fome. Quão saudável é estar sob um sol tão brilhante e glorioso. Alguém tem uma boa marmita?

— Não, Major. Embora eu ache que Sua Excelência, o Senhor Darvit tenha um pouco. Comida de luxo empilhada como uma montanha pelo jeito. Eles certamente estão tendo um banquete impressionante, sabe.

— Segundo-Tenente Vander, se importa de ir lá e me conseguir um pouco?

— Por favor, me perdoe, mas não posso seguir essa ordem. Eu pessoalmente não quero ir para a cadeia e eu não posso escapar como você, Major.

Quando Vander fez essa brincadeira, Katarina jogou nele a bandeira que ela estava segurando.

— Ei, não te disse para mover suas mãos? Não vamos terminar hoje se continuarmos desse jeito!

— Sim, sim. Eu entendo. Ó, grandiosa Segunda-Tenente Kataria…. Major, nós faremos o resto. Um oficial comandante fazendo tarefas tão inferiores preocupa nossa dignidade.

— É como ele diz, Major Shera. Não há por que uma Major fazer esse tipo de coisa!

Katarina levantou sua voz. Isso não era trabalho para um herói. Porém, Shera continuou trabalhando indiferentemente.

— Não sei de que dignidade vocês falam, mas vão dizer isso para os cães. Eu tenho tempo de sobra, então não me importo. Além disso, olhe. Aqueles caras da minha unidade estão fazendo algo interessante.

Onde Shera apontou, uma multidão de soldados com pintura especial estava fazendo uma comoção por algum motivo. Parecia que eles estavam repintando a bandeira do Terceiro Exército. Um soldado que parecia ter um pouco de habilidade artística estava segurando um pincel e movia cuidadosamente sua mão.

— O que diabos eles estão fazendo lá? Parece que eles estão escrevendo algo.

Quando Vander concentrou seus olhos, eles haviam terminado de pintar de preto uma bandeira, pelo que parecia. Eles haviam transformado ela em uma bandeira adequada para Shera.

— Eles disseram que estão colocando material descartado para uso efetivo. Pensando que é lixo de qualquer maneira, ninguém vai se importar, eu lhes dei permissão. Eles ainda podem ser usados, e seria um desperdício

— Se eles se comportarem intencionalmente assim, eles serão repreendidos novamente. Eles já estão sendo observados, pelo que parece.

Avisou Katarina, mas Shera não deu ouvidos para isso.

— Eu realmente não dou a mínima. Se eles estão apenas sendo observados, nada irá acontecer de verdade.

Murmurando para si mesma que não se importava, Shera continuou seu trabalho. Os muitos membros do grupo de cavalaria, considerando que estava perfeita, aplaudiram de alegria. Eles a amarraram a um poste e triunfantemente a agitaram. Um emblema de um pássaro branco foi desenhado, voando sobre um fundo preto.

— … O que você acha que é aquela coisa? Um pássaro, certo?

— Foi me dito que era um corvo branco. Ele disse que em sua terra natal, é um pássaro sagrado que governa a vida e a morte, e ele pensou que era apropriado para mim e realmente queria fazer. Parece que acabou ficando surpreendentemente bom.

— Um corvo desses existe?

— Se sim, quero tentar comer um. Que tipo de gosto teria, eu me pergunto.

Um corvo branco também era conhecido como um bom presságio pelas pessoas. Naturalmente, ele não existia de verdade. Os soldados associaram a pessoa de Shera com a Morte, pensaram que era um brasão adequado. Como o nome de Shera se espalharia, essa bandeira teria um significado especial. Só de ver isso faria a pessoa que os confrontava tremer de medo. Apenas segurá-la faria o sangue ferver e não mais temer a morte.

Tudo porque esses homens, cheios de ansiedade, trabalhavam por conta própria em nome de seu oficial superior intimidador.

— Ainda assim, uma bandeira negra não é desagradável? E não só isso, fazer uma bandeira com brasão por conta própria é algo que pode levar à corte marcial.

— Isso não vai acontecer, já que eu acabei me tornando uma nobre. Ficará tudo bem se eu apenas disser que é a nova insígnia da família Zade. Bem, se isso ainda ficar problemático, vamos só dizer que não sabíamos de nada…. Mais importante, não tem nada para comer?

— Ah, eu tenho bala. Quer um pouco?

Katarina pegou uma garrafinha de dentro de seu bolso. Parecia que ela carregava isso pelo bem de seu oficial superior. Ela pensou que doce de chupar seria um pouco mais agradável do que comer pão no meio de uma conversa importante. De acordo com o que Katarina ouviu, havia um rumor de que Shera estava comendo feijões no conselho de guerra de antes. Katarina, que estava supondo que não era apenas um rumor, mas mais como a própria verdade, ela desistira de validá-lo. É claro que ela não queria perguntar algo como: ‘Você comeu feijão durante o conselho de guerra? ’

— Muito obrigada. Eu vou aceitar alguns.

— Pegue.

Não parando para se importar com os soldados que correram até ela, ela começou a provar a bala que Katarina entregou. Era apenas doce e não tinha gosto especial. Resistindo ao desejo de morder, ela gostou da doçura em sua a língua.

— Nós fizemos isso, Major Shera! O que você acha deste brasão!?

— Ah sim. Muito bom, eu acho. Fantástico.

— Muito obrigado! Vamos fazer disso a bandeira da nossa unidade, a Cavalaria de Shera!

— Claro, claro. Muito bom, eu acho. Ótima ideia.

Para o soldado que perguntou com entusiasmo se a bandeira da unidade de Shera era boa ou não, Shera Balançou a cabeça adequadamente e consentiu. Ela não se importava com a bandeira. Não havia problema, pois distinguia entre amigos e inimigo. Mas o que ela estava pensando, o homem não sabia. Seu rosto corou de alegria porque ele foi elogiado por sua comandante destemida, ousada e arrojada. Ele agitou a bandeira para cima, quase exibindo-a. O corvo branco voava enquanto estava sendo iluminado pela luz do sol. Rapidamente satisfeito, ele virou cento e oitenta graus e encarou seus companheiros.

E então, “Nós vamos pintar todas as bandeiras aqui!” Com essa declaração terrível, ele mais uma vez começou a definir sobre o seu trabalho. Ele provavelmente ficou tocado pela personalidade de seu comandante.

— A moral deles é bem alta. Há uma diferença bem marcante quando comparado aos soldados de outras unidades. Acho que a confiança deles em você é uma prova mais do que suficiente.

Katarina disse e ajeitou os óculos. Isso não era elogio ou bajulação. Na verdade, apenas tente ouvir a conversa: – Shera me parabenizou! Você pode pensar que estou exagerando, mas eu vi com meus próprios olhos! – Ele disse em voz alta.

— Estamos juntos há muito tempo, não é? Desde que Antigua caiu, eu acho. O comandante deles também perdeu e morreu em combate um contra um.

Todas as pessoas que estiveram acima dela morreram ou tiveram infortúnios, pensou casualmente Shera. Talvez isso significasse que Jarlder, que não havia morrido, estaria razoavelmente feliz. Por um momento, Shera pensou que talvez ela fosse um prenúncio de tristeza, mas, inversamente, havia pessoas que ela salvara também, então ela ajustou seu pensamento.

Tendo o presságio que governava a vida e a morte, Shera olhou para o pássaro branco esculpido na armadura negra que ela usava. Ela não estava particularmente pensando em nada. Ah, sim, ela não comia carne de passarinho há algum tempo.

— Ouvi dizer que a Major Shera assumiu o comando temporariamente depois disso. Você derrubou o comandante inimigo e completou sua missão. Os cavaleiros falaram com orgulho sobre isso, sabe. Eles dizem que você comanda como um oficial veterano.

— Mesmo eu acho que isso é estranho. Mais rápido do que eu podia pensar, minha boca e meu corpo se moviam por conta própria. Bem, nós sobrevivemos e pudemos comer comida novamente; isso é definitivamente algo para se ficar orgulhoso. A maioria deles também conseguiu voltar.

Shera mordeu a bala. Sim, ela não resistiu. Ela não aguentou, e pulverizou completamente com seus molares.

Ela pensou em pegar mais uma, mas parecia que o fluxo da conversa não era apropriado. Shera resistiu e continuou a ouvir a conversa deles. Ela perseverou, mas a figura de um alimento branco e arredondado flutuou em sua mente. Ela provavelmente associara isso com a carne de passarinho de mais cedo.

— Provavelmente não há necessidade de nossa ajuda. A experiência real de combate é cem vezes mais útil que a teoria vazia, afinal.

— Certamente. Dizem que uma experiência envolve mais de cem pedaços de conhecimento.

Katarina concordou com a observação de Vander. Eles tinham experiência em subjugação de bandidos, mas não tinham a experiência de participar de um combate real. Eles certamente tinham aprendido, mas se podiam ou não capitalizar isso, dependeria de suas decisões no campo de batalha. Isso significaria que Shera tinha aptidão suficiente como comandante, eles pensavam.

Um simples idiota não deveria ser capaz de sobreviver.

Mas, Katarina pensou…

E se esse idiota possuísse proeza suficiente para soprar essas ninharias da água? Possivelmente…

Eu absolutamente quero ver como Shera luta na próxima batalha, em breve, com meus próprios olhos, Katarina pensou. Corajosa o suficiente para ser chamada de Morte; que visão seria. Ela se virou para olhar para Shera, mas suas mãos pararam e ela estava olhando fixamente para o espaço vazio.

— … Deixando isso de lado, eu meio que quero comer um ovo. Um cozido.

Murmurou Shera randomicamente de lugar algum.

— O-O quê?

— Major Shera?

— Sabe, um ovo! A comida imediata é muito mais importante que a teoria de mesa. Tudo o que aprendi na luta de verdade é que muita comida é necessária para a batalha. E, portanto, deixo o resto com vocês dois. Eu tenho que voltar para o meu próprio trabalho.

— Bom. — disse Shera conforme levantava e apressadamente caminhava para o quartel. Os dois, perplexos, seguiram atrás dela, onde descobriram Shera descascando alegremente um ovo.

***

O Exército do Reino e o Exército da Libertação da Capital Real disputavam a posse sobre o domínio da Zona de Fronteira Central. O porquê desse lugar ser tão valorizado ficava aparente se alguém pudesse ver o mapa do continente. O território controlado pelo Reino Yuz dividia o continente do noroeste ao sudeste. Para o oeste, estava o Império Keyland, e para a área leste ficava a Nações Unidas Dorbax. A Zona de Fronteira Central era a única área do território do Reino que fazia fronteira com os outros dois países. Claro, muitas pessoas passavam por ali e, naturalmente, era próspero. O comércio estava florescendo. Estava atualmente sob o embargo, mas isso não afetava o fluxo de pessoas. Se as pessoas estivessem indo e vindo, obviamente os bens também fluiriam – só agora isso seria chamado de contrabando.

Além disso, possuía amplas planícies, tinha o Rio Arsia como fonte de água e a terra era fértil. Pode-se esperar uma boa colheita por conta do clima quente, e era até possível transportar mercadorias na água usando o rio. Como é óbvio, as cidades desta região prosperavam e eram altamente povoadas. As regiões do Império e da Nações Unidas também controlavam. Nesta área onde as fronteiras dos três países praticamente se tocavam, existia uma metrópole que era o próprio coração do continente Mundo Novo.

Tinha a Terra Santa da Ordem das Três Estrelas, a principal religião do continente (e atualmente dividida devido a um conflito entre facções), e a Cidade Acadêmica Art, que mantinha o Labirinto conhecido como o local de ninhos dos Demônios. Já foi chamada de Cidade do Labirinto Art.

Era uma metrópole neutra que não pertencia a nenhum país, mas era defendida internamente e externamente pelas forças armadas para proteger contra invasões da Ordem. Se a Ordem chamasse, assegurava-se que os adeptos de todos os países pegariam em armas.

Nesta época, isso era tudo o que estava protegendo sua neutralidade, sua paz temporária.

Na região norte da Zona de Fronteira Central, da qual poderia se esperar um grande lucro, o exército rebelde se levantara para conquistar esses interesses. O Reino de modo algum ignoraria isso. O Império estava claramente intrometido e, consequentemente, o Reino tentou esmagar os rebeldes em seus estágios iniciais.

O resultado foi que eles sofreram uma perda devastadora com a queda de Antigua, um pilar da Zona de Fronteira do Sul.

Atualmente, a situação era de Salvador e Antigua, no oeste, confrontando Bertha no leste com o Rio Arsia entre eles. Perder Bertha aqui significaria perder sua esfera de controle na Zona de Fronteira Central e, em conjunto, a estrada para a área da Capital Real estaria aberta. Isso tinha que ser evitado a todo custo.

Portanto, Sharlov, o Marechal-de-Campo do Exército do Reino, ordenara estritamente para não deixar que os rebeldes cruzassem o Rio Arsia. Embora as forças do Exército da Libertação possam estar crescendo, havia um limite para o quanto elas poderiam suportar. Se dedicassem-se a proteger o Rio Arsia, seria suficientemente possível preservar a frente, segundo Sharlov. E então, supondo que eles tentassem exterminar o Exército Rebelde, Sharlov pensou em reunir o Primeiro Exército e pinçar o exército rebelde do norte e do leste com uma força gigantesca.

Infelizmente, esse plano foi rejeitado.

Se esse plano fosse aceito, o Exército da Libertação certamente entraria em crise.

Apesar de eles serem o Exército da Libertação, eles também levavam em consideração que não queriam mais dever ao Exército do Império, o qual estava fornecendo ajuda a eles. O Exército da Libertação não havia surgido para expandir o domínio do Império.

Eles haviam surgido para derrubar a monarquia atual.

Aliás, era simples porque a Nações Unidas, no sul, não se moveu. Eles estavam apenas observando a situação, transportando mercadorias e ganhando dinheiro. Não houve necessidade de intervir e perder expressamente o poder militar. Além disso, essa nação era feita de uma miscelânea de pequenos grupos de cidades e, portanto, levava um tempo anormal para tomar qualquer decisão. Um chefe era eleito por votos, mas toda vez que uma decisão precisava ser tomada, seria regra da maioria depois de muitas, muitas reuniões civis que se arrastariam para sempre.

Nesse status quo, onde eles se tornaram completamente independentes do Reino, todos os chefes das cidades estavam de acordo, reconhecendo que uma política de expansão além desse ponto era fútil. Todos entendiam que, numa situação em que adquirissem novas terras, haveria um caos em massa sobre quem os governaria. O conflito seria mais violento do que os outros dois países, e a quantidade de sangue derramado não seria nada engraçado. Portanto, eles não iriam guerrear. Custaria dinheiro, as pessoas morreriam e, quando as cidades caíssem em ruínas, não seria lucrativo.

A extensão com que outros países lutaram não era absolutamente preocupante. Eles celebrariam, vendendo armas e propriedades. Comércio durante a guerra. Seus parceiros comerciais eram o Império e, em seguida, o Exército da Libertação da Capital Real. Para seu amargo inimigo, o Reino, um embargo comercial para arruiná-lo.

Então, para o contrabando, eles derrubariam os preços e comprariam barato, forçariam uma venda e venderiam alto. Ouro e bens abundantes eram a arma mais forte. Esse foi o curso atual de ação da Nações Unidas.

***

Relatório de um Espião Armado.

–– Com relação aos movimentos de cada país.

-Reino Yuz: Reforços do nordeste para a Zona de Fronteira Central. General Jarlder reformulado. Novo comandante é o General Darvit.

-Nações Unidas Dorbax: Mantendo observação. Sem sinais de movimentos militares.

-Império Keyland: Em processo de concentrar forças no nordeste.

–– Assuntos de menção especial.

-Com relação ao General Darvit. Com relação ao exército reforçado.

-Sobre o “Deus da Morte”, rumores nas forças do Exército da Libertação.

-Relatório de conspiradores. Dividindo o inimigo em progresso. Em relação aos bens adquiridos.

Dizia quase infinitamente um relatório detalhado contendo informações confidenciais.

Depois de uma olhada rápida, ele agradeceu o espião pelo seu trabalho duro.

— Muito bem. Por favor, continue com seu trabalho.

— Sim senhor-.

— Tenha certeza de não ser descoberto pelos espiões do Império. Seria desastroso se o Império descobrisse.

— Já fui informado. Por favor, deixe comigo.

O Estrategista do Exército da Libertação, Diener, ponderou enquanto olhava para o relatório. O espião já havia saído da sala. Diener havia investido sua própria propriedade privada e treinado pessoas competentes e de habilidade. Havia também Guardas habilidosos tirados da Cidade Labirinto.

Sua Unidade de Inteligência Armada, organizada de forma independente, era secreta até mesmo para Altura, quanto mais para os companheiros do Exército da Libertação. Eles se comportavam como soldados normais, mas eram como atores que não mostravam sua verdadeira face. A única coisa que mantinha o trabalho sujo era o trabalho do Estrategista. Para manter sua princesa pura, alguém tinha que fazer isso.

Os materiais necessários para a insurreição – quem os coletaria? De onde eles seriam reunidos? De onde viriam todos os recursos para o crescente Exército da Libertação? O Império os ajudava com bens de forma tão fácil?

Não. Os efeitos da má colheita também atingiram o Império, e não foram fornecidos bens suficientes para eles.

Não haveria apoio da Nações Unidas em primeiro lugar. As finanças do Exército da Libertação eram originalmente terríveis.

Então, de onde eles adquiriram mercadorias? Por que eles não foram à falência? A resposta era simples. Eles “colecionam” razoavelmente de certos lugares. Em território inimigo ao seu alcance, havia muitos “armazéns” apenas esperando para serem coletados, “desprotegidos” e “completamente abandonados”. Toda a infâmia seria dominada pelo Exército do Reino. Na verdade, o Reino também havia feito isso, então ninguém era o mais sábio.

A realização de um sonho exigia uma compensação necessária.

Altura não precisava saber. Se ela não permanecesse pura, as pessoas não a seguiriam. Era essa figura heroica e virgem que o povo, todos os homens que haviam desistido, a veriam como o branco mais brilhante.

Altura havia dito que ela estava decidida. Nesse caso, ela teria de servir como o símbolo do Exército da Libertação da Capital Real até o fim.

Diener decidiu. Pelos seus ideais, ele realizaria todos os atos e tomaria toda a impureza para si mesmo.

“…. Mas ainda não era o suficiente. Havia poucas pessoas determinadas. Outro empurrão era necessário.”

Ele fechou os olhos e começou a polir seu plano para o futuro. Seus colegas do Exército da Libertação tinham que fazer isso sozinhos, caso contrário não adiantava. Eles ganhariam o direito de viver com as próprias mãos. Seu espírito ainda estava fraco. Eles tinham a capacidade e ele preparara os meios para isso. Tudo o que restava era combustível para durar até o fim. Para este Reino semelhante ao inferno mudar sua condição atual, ele tinha que ser transformado em cinzas primeiro.

Um Rei incompetente. Soldados apenas para autoproteção. Funcionários do governo em seus próprios bolsos. Nobreza vivendo infinitamente e luxuosamente através do dinheiro dos cidadãos. Impostos aumentando aos montes. Aumento dos gastos da guerra. A população intimidada. O fraco passando fome e morrendo. Petróleo era necessário para incendiar violentamente a Capital Real. Um líquido maligno, viscoso como lama negra.

Isso era o que deveria ser chamado de “Diabo em uma Garrafa”¹, e certamente inflamaria as almas das pessoas em uma chama intensa.

Sacrificar um para salvar cem. Fosse isso correto ou não, o futuro provavelmente saberia. Se eles vencessem, dezenas de milhares de vidas seriam salvas por Altura.

“Um Messias que libertava de opressão severa, ou um diabólico exército rebelde. – Qual nós nos tornaremos?”

Ele não perguntou para ninguém em particular. Se ele executasse esse plano, seria um carimbo de uma marca que não poderia ser apagada. Ele tinha a prontidão para isso? Ele tinha o coração para realizá-lo? Diener abriu os olhos devagar, e ele queimou o relatório que não podia existir na chama da vela.

 Não há volta. Nesse caso, ele apenas marcharia em frente com determinação. Mesmo se ele morresse de exaustão.



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