Um Tiro de Amor Brasileira

Autor(a): Inokori


Volume 1 – Arco 3

Capítulo 25: Segurança Publica


【キ】【ス】【シ】【ョ】【ッ】【ト】

Na destruição causada no subsolo do Distrito Urbano, três pessoas com sobretudo preto caminham pelos destroços, no meio deles há um homem alto e forte de cabelos curtos e brancos com uma cicatriz evidente em seu rosto passando pela base de seu nariz.

Ao lado direito há um jovem alto de cabelos ruivos, que aparenta estar curioso com tudo a sua volta.

Por fim ao lado esquerdo está uma jovem de cabelos loiros amarrado em tranças e olhos verdes, que carrega consigo uma espécie de tablet do qual utiliza digitando freneticamente.

Enquanto caminham eles passam pela sala de reunião da SEIDAI, completamente destruída, enquanto o jovem ruivo olha para o alto, vendo a vista do céu azul aberto, causado pelo desmoronamento.

— Quem diria que existia tudo isso embaixo desse distrito, ein? — diz o Jovem Ruivo, seguido por um assobio.

— Inspetor Daidairo com todo respeito, evite seus comentários irrelevantes nesse momento. — diz a Jovem garota ao seu lado, fechando os olhos demonstrando irritação.

Ah, me desculpe Nohi... — responde Daidairo abaixando a cabeça com uma expressão de tristeza.

— Inspetora Nohi para você.

Daidairo assente com a cabeça, caminhando para mais perto do homem forte a sua frente.

— Parece que vocês estão se dando bem — diz o homem com uma intensa voz grave.

— Nos dando bem? Se ela ao menos não gostasse de mim eu já estaria feliz, mas ela me odeia!!! — Ele sussurra, estendendo a mão tentando manter as aparencias para que sua companheira não ouça.

— Eu não te odeio, apenas estou insatisfeita de tê-lo como minha dupla, não vou perder meu tempo com esses sentimentos frívolos — diz Nohi, desligando a tela de seu tablet, concluindo  — Inspetor Sênior Mutoh, os relatórios afirmam que houve vários pequenos terremotos antes do desmoronamento.

— Bem, agora não há dúvidas, houve batalha entre Numens aqui — exclama Kaori Mutoh, se ajoelhando no que sobrou de um trono dourado entre os escombros.

Ele cerra seus olhos, começando a empurrar algumas pedras e poeira para o lado percebendo algo enterrado.

— Olha só, quem diria...

Soterrado em sua frente, está um corpo seco em alto estado de decomposição.

— Que merda é essa? — questiona Daidairo, tampando o nariz com sua mão.

— Parece um corpo com uma tentativa malsucedida de mumificação — responde Nohi, voltando a anotar tudo em seu tablet — pelo estado geral do corpo, ele deve ter morrido a alguns meses já.

— Quem diria, o todo poderoso líder da SEIDAI morto a muito tempo... temos que descobrir com quem eles se meteram para acabar dessa forma.

— Senhor!!! — exclama uma voz em desespero, que se aproxima dos três enquanto corre — Tem algo que precisa ver.

A frente dos três um policial para prestando continência com desespero em seu olhar.

Pouco tempo depois, os três seguem o policial até uma sala com adornos dourados familiar a de um templo religioso, ao adentrarem a grande porta entreaberta, uma surpresa os mostra.

Uma sala que antes aparentava ser completamente branca e iluminada, agora está coberta de vermelho com o sangue de centenas dos fiéis humanos da SEIDAI, mortos cruelmente, criando uma pequena piscina de sangue sobre seus pés.

Daidairo arregala seus olhos, sentindo seu estomago revirar vendo toda essa imagem traumatizante a sua frente, ele quer vomitar, mas segura enquanto tosse com tremendo horror.

— Que crueldade?! Que monstro fez isso? por quê?! — exclama quase se engasgando.

— Esse é o destino de todos os humanos que se envolvem com Numens — diz Mutoh, calmamente, olhando com um olhar investigativo por todo o local.

— Mas... que droga! Como consegue falar isso tão calmamente?  — Grita Daidairo, em extremo choque.

— Com o tempo irá ver muito desses casos.

— O que... para você é apenas mais um caso?! Você não sente nada?!!!

— É claro que sinto! — exclama Mutoh, retirando seu sobretudo, revelando uma camisa social branca com uma faixa azul presa em seu braço — todos sentimos, mas ao invés de lamentarmos, nós pegamos esse sentimento e transformamos em raiva, determinação ou em qualquer coisa que possa nos ajudar a evitar que casos assim aconteçam!

Daidairo observa as costas de seu veterano enquanto fala, virando lentamente seu olhar para sua companheira fria, que diferente do habitual, demonstra está tentando aguentar firme toda aquela cena.

Ele se acalma abaixando novamente sua cabeça, cerrando seus punhos com um misto de sentimentos negativos como raiva e nojo.

Mutoh suspira, olhando para as paredes, vendo marcas de cortes causados por um possível Bakemono, continuaria a ser um mistério, se ele não achasse a tal marca tão familiar.

Com calma ele se aproxima, encostando seu dedo no corte, que ficam sujos com pequenos cristais vermelhos carmesim.

— Inspetor Daidairo, Inspetora Nohi!!! — exclama em alto e bom tom, virando seu olhar para ambos — acho que temos nosso primeiro suspeito.

Ahn? Como assim? — questiona Daidairo, se aproximando de seu veterano.

— Essas marcas parecem familiar para vocês?

— Parece ter sido causado por um Bakemono Híbrido, mas não tenho ideia...

Nohi se aproxima em seguida, observando a marca de corte detalhadamente, observando as pequenas partículas de cristais, se surpreendendo.

— Asas do diabo... — sussurra Nohi em choque.

— O que?

— Então realmente não é só uma impressão minha — diz Mutoh, cruzando seus braços.

— Como assim Asas do Diabo?

— Você faltou as aulas do curso preparatório ou o que Inspetor Daidairo? — questiona Nohi, sem olhar se quer uma vez para seu companheiro.

— À mais ou menos cinco anos atrás, no Distrito Novo em tempos conturbados politicamente, houve um massacre em uma região inteira do distrito, esse caso ficou conhecido como Incidente Yoko Mikasa.

— Massacre? — questiona Daidairo, surpreso com tudo que está ouvindo.

— Cerca de três mil pessoas entre homens, mulheres e crianças foram mortas, é o maior caso de incidente causados por um Numen no país, não foram encontrados sobreviventes e muito menos suspeitos, somente marcas de cortes que liberavam cristais carmesim.

— Esse incidente tem esse nome por conta do suposto começo de tudo ter sido no Colégio Yoko Mikasa, no entanto nos meses e anos seguintes, incidentes parecidos em menor escala foram reportados. — diz Nohi, pesquisando algo em seu tablet.

— Desses casos, novamente nenhum sobrevivente, apenas marcas — conclui Mutoh.

— Mas... que droga! Como ninguém conseguiu pegar esse monstro?

— Não foi por falta de esforço, mas parece que tal Numen tem um conhecimento extremo até mesmo sobre nossa instituição, para ter uma ideia somente temos uma gravação do suspeito — diz Nohi, mostrando um vídeo de seu tablet para Daidairo.

No vídeo em questão, está de noite e completamente escuro, a pessoa gravando é um policial que aparenta estar com medo por sua voz, ele ergue seu revólver atirando por todos os lados, tentando acertar algo.

Mas para sua surpresa, foi somente quando a câmera aponta para cima, um vulto voa na direção do policial, não dá para ver seu rosto, nem seu corpo, a única coisa perceptível é seu Bakemono familiar a de uma asa, para em seguida, finalizar o policial.

— Graças a esse vídeo demos um nome para identificá-lo, Asas do Diabo.

Daidairo raciocina tudo, com certeza foi muita informação para alguém tão novo.

— É por isso que lutamos, é por isso que os Abutres existem, vamos lutar para vingar todas as mortes, Numens são a praga da humanidade — diz Mutoh, com raiva em sua voz.

Daidairo concorda com a cabeça, respirando fundo em determinação.

— Seja como for precisamos....

【キ】【ス】【シ】【ョ】【ッ】【ト】

— Encontrar!!! — diz a voz de Himeno, procurando por todo seu apartamento por algo — Oinari se foi você que escondeu tu vai ver só!!!

Oinari ergue sua cabeça que estava deitada na almofada do sofá, — Ei, por que acha que foi eu? Não acha que está fazendo drama?  Pra que precisa tanto dela?

Himeno caminha com passos pesados para frente dela, colocando suas mãos sobre a cintura enquanto bufa.

— Olha, vê se entenda algo... sem minha maleta eu não posso ir trabalhar!

— E o que que tem? — responde Oinari, tombando a cabeça.

— Se eu não for trabalhar, não vou conseguir pagar o aluguel, nem comprar a comida do qual você come! — grita Himeno, bufando em raiva.

Oinari a encarada com surpresa, — Precisamos procurar sua maleta urgentemente! —, ela diz, em seguida ajudando a procurar a maleta tão desesperada quanto ela.

Após poucos segundos de procura, Erisu abre a porta segurando em uma de suas mãos uma sacola de mercado, enquanto na outra está uma maleta marrom.

— Que merda vocês duas tão fazendo? — questiona vendo as duas espalhando objetos por toda a casa a procura de algo.

— A maleta de trabalho da Himeno! Sem ela não vamos comer!!!

Ah, ta falando dessa maleta aqui? — Erisu ergue a maleta marrom mostrando para as duas.

— Essa mesma! — Himeno corre até Erisu segurando a maleta com uma das mãos enquanto a outra ajeita sua gravata — como encontrou ela?

A pele de Erisu fica pálida, percebendo o que aconteceu, olhando para a parede que antes estava destruída ainda sendo reformada aos poucos, — Errr, foi ela que jogou pela janela! — diz Erisu apontando para Oinari.

— Eu o que?! — responde em choque, sem entender.

— Mas que droga Oinari! Eu já te disse mil vezes antes, não posso ficar o dia todo em casa! — exclama Himeno suspirando — Tá, depois a gente conversa sobre isso, estou atrasada, de toda forma obrigada Erisu.

Himeno rapidamente sai pela porta correndo pelo corredor rumo ao seu emprego, deixando Oinari encarando Erisu fazendo bico.

— Por que você disse que fui eu?!

— O que foi raposa? Preferia que eu dissesse que a maleta voou quando ela foi raptada por nossa causa? — responde Erisu, deixando a sacola de compras na mesa de jantar.

Oh, tem razão..., já foi difícil explicar como a parede de seu apartamento foi destruída... — Oinari em seguida abraça seu amigo por trás, com um sorriso malicioso em seu rosto — de toda forma! Está somente eu e você agora, sozinhos em um apartamento ein!

— E o que isso tem haver?

— Bem, me pergunto o que fará sabendo que está sozinho com o amor de sua vida ao seu lado.

— Não seria a primeira vez.

Oinari gargalha, se afastando do abraço desligando a TV para em seguida caminhar até a porta.

— Bom, se não vai fazer nada que tal darmos uma volta?

— Pra onde? Não tem quase nada aberto ainda.

Oinari lentamente fecha seus olhos, mostrando seu belo sorriso novamente, enquanto entrelaça seus dedos, — Bem, considere disso um encontro então!

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